Pois é... já passou o Natal e eu não tive tempo para teclar uma linhas no blog. Claro que desejo que todos tenham passado um Santo Natal, cheiiiiiinho daquelas coisas boas docinhas e com muita saúde e paz. Como não gosto de oferecer objectos fabricados por "sei lá quem", resolvi presentear as minhas amigas e filhas com gorros de lã. Contabilizei o tempo: cerca de uma hora para cada um... ainda tenho uns para acabar, mas não me ralo porque o Natal é todos os dias. Também fiz outras coisas para aquelas que não consigo ver enfiadas num gorro ou, melhor dizendo, com um gorro enfiado na cabeça. Acho que gostaram! Publicarei as fotos de mais umas coisitas logo que possa. Entretanto, votos de um bom ano... ainda vou a tempo, pelo menos do ano novo chinês! Até breve!
Porque esta vida não é só trabalho e porque aprecio cocktails que contenham vodka, decidi partilhar esta receita de cocktail com a comunidade. Creio ser original pois fiz uma pesquisa e não encontrei nada igual, apesar de haver parecidos... Um bem-haja a todos e votos de Feliz Ano!
Ingredientes: sumo de uma laranja 1 dedo de vodka, (usei o novo absolut com baunilha mas qq serve) 1 dedo de licor de café açoriano 4 pedras de gelo 1 rodela de limão 1 cereja
Preparação: Juntar 4 primeiros ingredientes num copo grande e decorar com uma fatia de limão, atravessada por um palito e com a cereja espetada...
"Dá com a direita, sem que a esquerda veja" - aprendemos nós da Doutorina Cristã e, por todo o Mundo em todas as religiões e não religiões, as pessoas de bem assim procedem. Há meses que nós, professores, somos confrontados com duas palavras quase diariamente: "tranquilidade" e "evidências". A primeira é para que estejamos "tranquilos" (entenda-se - hipnotizados) mediante a enorme atrocidade que é o processo de avaliação dos professores (nacional ou regional, nenhum presta!), ao passo que as "evidências" funcionam como aquelas provas que temos de apresentar ao "povo" a fim de garantir que fomos melhores do que o ministério/secretaria da educação poderia imaginar (tal é a falta de capacidade intlectual que por lá grassa). Assim, de cada vez que eu explicar a um aluno como se resolve uma equação, vou cobrar 10 cêntimos e guardo-os num mealheiro em forma de porquinho. Quando apresentar o meu relatório anexo o pobre do porco de barro e... quem quiser que conte os trocos. Evidência maior do que esta não há num país que faz reformas em qualquer área a cogitar apenas nas razões economicistas. Só de pensar que tanta gente foi presa, morreu e sofreu a lutar por um país de Liberdade até dá "raiva", pois tudo o que Abril conquistou está a ser destruído por meia dúzia de gente sem escrúpulos. Uma colega mandou-me hoje uma animação baseada no poema "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores", onde todos os versos espelham o nosso momento.
Fiquei arrepiada, até! Lembrei-me, sem me lembrar, do antes do 25 de Abril, onde os Homens e Mulheres livres recorriam à poesia, arte ou música para se expandirem, para comunicarem (a Censura, como não atingia a verdade das Coisas, nem percebia a Mensagem e deixava passar julgando tratar-se de inocentes jogos de palavras). Mas... para quê tudo isso? A Vida é muito mais do que evidências destas. As minhas evidências, muito mais do que os resultados dos meus alunos, são vê-los felizes, realizados, livres e corajosos na sua vida. Assim, esperar não é saber... vamos fazer a hora e gritar, com a alegria maior, somos livres de dar com uma mão sem que a outra veja. Viva a Educação em Portugal! Vivam os Professores em Portugal!
Após quase vinte e cinco anos tive a mesma sensação de ir buscar ovos ao galinheiro da minha Avó, quando entrei na escola! Fi-lo pelo lado norte, onde deixei o jipe [mal] estacionado (à falta de mais lugares... fica mesmo à porta da oficina!!!)... e não é que o gradeamento que separa as viaturas da zona frequentada pelos alunos transformou as crianças em pintos??? -Se eles são pintos, ao passar a grade, serei transformada em... galinha! Aí imaginei que as galinhas podem dar aulas sem serem avaliadas. Bela vida a de galinha-professora!!! Voltando ao galinheiro dos pintainhos... passo por duas galinholas (talvez do 2º ciclo, pelo tamanho) e... piavam insolentemente uma para outra a menos de 1 metro de distância. À frente, mesmo em cima de um espaço de relva, agora terra batida, um frango jogava ao pião, atirando-o para cima dos pés, ops, patas do colega: curioso! A gritaria era demais para uma simples galinha que, afinal, só pretendia dar as suas aulas em paz. A dança que eles todos faziam nos recreios ganharia qualquer prémio para os passos mais rápidos, os saltos que atingem mais alvos e o maior número de quedas (ah! mas as asas amortecem as quedas...). Estou segura que vivenciei um raro momento de "iluminação" pois, em milhares de chegadas àquela escola, tal ideia nunca me tinha acometido... Fez-me pensar em muitas coisas: sim, sim! Pensei nas diferenças de há 17 anos a esta parte... a calma, a alegria de estar num espaço alegre, de esperança, sem máquinas e maquinetas para nos "simplificar" a vida,... Pensei em muitos alunos que já tive (falarei deles futuramente): acho que não faziam da escola uma capoeira!!! Por outro lado, ao entrar, senti que afinal não era a capoeira da minha Avó Nil e... fiquei com saudades!
Uma noite de lua cheia é sempre motivo para apreciar e agradecer as maravilhas do Universo! Adoro aquela luz calma que invade os campos e tenho [sempre] vontade de subir ao nosso Pico da Barrosa para estar mais perto dela. A minha estação favorita é o Outono: não por trazer a melancolia de um Verão passado e anunciar o frio do Inverno, mas sim pelas cores e tons que pintam a nossa paisagem e, também, pelo fresco vento que nos enche os pulmões. Adoro a sensação de precisar de mais um agasalho! Este ano... o calor insuportável está a condicionar a entrada do "meu" Outono. As cores do céu confundem os cinzentos. As flores da época tardam em aparecer e, aparecendo, têm uma existência efémera. As terras estão secas. O ar sufocante implica uma sensação de desconforto e cansaço. O meu Tini fez hoje uma cova enorme no jardim pela primeira vez em 4 anos, assim como o Nopas e o Toby. Tenho dado aulas com muito sacrifício, ora fazendo um esforço para manter a qualidade da leccionação, ora atenta aos "suspiros" dos jovens que me acompanham nas aulas. As salas estão sobreaquecidas e pouco arejadas. Como manter a concentração? Como desenvolver as competências necessárias? As exigências são maiores, o tempo de permanência na escola aumentou, o clima, ... mas não há acompanhamento das estruturas escolares. Não basta dotar as escolas de computadores e afins!!! Cada vez mais há melhores e maiores estádios de futebol!!! Mas este blog propõe-se a ser "positivo", por isso este tópico fica para outro espaço de reflexão. Nunca gostei muito dos filmes de ficção científica, onde se anunciavam grandes distúrbios na Terra como consequência da "evolução" da Humanidade... até parece... Foi a Lua que me disse, quando anteontem a visitei num cenário muito semelhante ao dos tais filmes... Já agora, que tal uma visita ao sítio da Greenpeace???
Uma das definições mais bonitas que ouvi de "escola" foi numa longínqua aula de História da Educação, em que o professor nos levou a viajar, sonhando, pelos primórdios da escola: a Grega. Disse-nos ele que o prazer e a satisfação eram gerados pelo conhecimento, pela descoberta. Desde tenra idade pensei em ser professora de qualquer coisa que os meus familiares percebiam como "Tamáquinas" (se fosse hoje, arriscaria a escrever o neologismo com um forte "k"), no entanto esta vocação tão prematura (dizem eles que mal me perguntavam o que eu era - já na altura - era logo esta a resposta!) sofreu altos e baixos ao longo dos meus primeiros 17 anos. Fui sendo bailarina clássica (cheguei a pisar o palco do Teatro Micaelense no auge da minha longa "carreira" de um ano e tal!), passei uns anos a desenhar plantas e a passá-las a tinta da China (dois rascunhos transformaram-se em casas!!!), também fui advogada (mas só exercia quando me via ameaçada por injustiças caseiras do tipo "não arrumei a minha roupa porque..." ou "quem começou foste tu" (este último argumento geralmente quando era "arguida" numa queixa apresentada pelo meu irmão mais novo ao nosso pai!!!),... até que, na hora da verdade, voltei à vocação que me perseguia ferozmente desde que comecei a falar sentada na mesa da cozinha. E isto tudo para??? Ah, perdi-me! Já me esquecia que o propósito desta mensagem é fazer um elogio à escola (pudera! com o cheiro a batatas doces assadas e o Outono a bater à janela, qualquer um se perde!).
Começámos há uns dias mais uma etapa rumo à sabedoria. Os meus primeiros dias, algo atribulados por motivos vários, levaram-me a pensar na escola [ainda] de outra forma: um local de recuperação de vontades! Estranho, não é? Também nunca pensara assim! Por isso, a confirmação que aquele professor de bigodes fartos e óculos fortes estava certo quando nos disse que a escola é (ou deve ser) um lugar de ócio. Tenho-o dito aos meus alunos repetidas vezes, mas julgo que só neste início do ano atingi a "iluminação" neste campo...
Meus Dugudus: Este blogue tem andado um pouco abandonado, não pelas férias do Verão, mas sim pelo facto de a autora estar a vivenciar um momento onde a sua presença e espírito são necessárias junto daqueles que mais gosta. Têm sido dias longos, alegres, com lágrimas, sustos, esperas e, sobretudo, dias verdes de esperança! A palavra solidariedade ficou preterida em função dos gestos, sorrisos, olhares e actos de gente boa, gente muito amiga. Ficaria muito feliz se colaborassem mais no blogue. Bjins & Bracins. Anita P.S. Os prémios dos concursos irão ser entregues e... já agora... parabéns, Dra Paula!
Aconteceu no Dia do Ambiente (não fossem todos os dias do Ambiente!!!) a inauguração das obras que, supostamente, beneficiaram a zona balnear dos Poços de São Vicente. Gente importante e bem vestida e gente ainda mais importante a cantar e a dançar: as nossas crianças! Os olhares inocentes alheios a tanto cimento e betão armado... a impossibilidade de recordarem o negro basalto que testemunhou tantas lágrimas quando o barco tardava em chegar nos escuros dias do Inverno antigo. Rochas que tinham marcadas nas suas rugas profundas a expressão da alegria por uma campanha bem sucedida ou uma caça à baleia sem tragédias. O mar, este mar que permite sonhar em azul... agitado por mãos e braços sincronizados na alegria de um dia "fora da escola", com a cumplicidade da professora que acredita na força dos seus meninos: estes rapazes fortes e valentes capazes de - imagine-se!- fazerem tempestades e aplacarem a ira dos elementos com um simples sorriso. As mulheres (ainda meninas) safam os aparelhos em terra, tecendo também os enredos mais recentes da freguesias. As roupas são simples e belas, algumas rotas e sem cor de tanto secarem ao rocio. Eis que então... o vigia manda uma roqueira e... zás! Todos os homens, que estavam nos campos, se lançam ao mar nos seus barquinhos. Músculos rijos, o olhar atento (ao que fazem e à sua professora) e é remar, é limpar o suor do rosto, é lançar o arpão da esperança neste mar... Ainda há aos vendedores de peixe e os pescadores de pedra, já muito cansados porque ainda têm dentinhos de leite. Agita-se um hino de homenagem ao baleeiro. Sei que ele ouviu, entre dois soluços: um por ver os nossos Poços descaracterizados, outro por tanto procurar a sua fábrica da baleia e só encontrar a chaminé. Sinal dos tempos? Sim, mas tempos de quê???
Mais uma vez aconteceu numa escola, em pleno século XXI, o cumprimento de um voto feito pelos nossos antepassados aquando das aflições e angústias provocadas pelos terramotos e vulcões. A alma do Açoriano, forte e inabalável, move multidões, vence cansaços, enche de Fé mesmo aqueles que - por nascimento - pertencem a outros lugares. A escola assume um papel duplo nestas ocasiões: o "dever" de integrar as aprendizagens na Cultura Regional que se quer promover e, não menos importante, a responsabilização pela perpetuação da pureza das tradições. Os jovens alunos assimilam das Festas em honra do Espírito Santo muito pouco da sua génese: a Caridade e a Partilha! É ver pelas freguesias da ilha desfiles de artistas de qualidade duvidosa que nada têm a ver com o espírito da celebração; ruído mais do que seria razoável suportar; tentativas absurdas de superar o tempo de duração do fogo de artifício de "mordomo" para "mordomo";... enfim muita ostentação! Fico triste ao constatar isto tudo e, quando se comenta e sugerem alterações, a resposta é, invariavelmente, a mesma: "Há que chamar o povo. O povo gosta desta música. A freguesia x não pode ficar atrás da freguesia y". Por isso... gosto de cada vez mais das Festas da minha escola. Adoro ajudar nos preparativos com os meus alunos - naqueles dias, são todos meus alunos! O trabalho com os meus colegas é uma verdadeira prova de solidariedade e compreensão. Emociono-me na Coroação ao ver as crianças com dificuldades físicas, também as mais pequeninas, a participarem. Por vezes, só se percebe o olhar... Depois, também é interessante, desmontar a estrutura e guardar os adereços, com muito carinho, para o próximo ano. Não resisto a contar que tive o previlégio de receber parte da massa sovada na escola. Quando o distribuidor foi buscar a factura, entrega-me uma argola de massa e diz: "Esta é uma oferta para a Mordomia!". Senti-me mesmo no antigamente micaelense! Tenho de louvar a coragem dos colegas-mordomos que... semanas antes falam com as pessoas que habitualmente colaboram (eles já sabem!!!). É importante dar uma nota de excelência aos colegas do Conselho Executivo que reconhecem as virtudes e objectivos destas Festas. Até para o ano!
"Oh Senhor Espírito Santo A vossa capela cheira Cheira a cravo, cheira a rosa Cheira a flor de laranjeira"
Resolvi abrir este blogue para partilhar! Todos nós somos criadores: uns fazem colares, outros poemas, outros jardinagem,... e ainda há os maiores - aqueles que fazem o Mundo vibrar de Alegria! Se recebeste um convite para colaborares no DUGUDUS é porque estás nesta lista! Sente-te livre para publicares as tuas ideias, trabalhos, fotos, animações, textos, poemas, etc. A única condição é seres POSITIVO!!! Convida mais amigos... Jins. Anita
Pergunta ao tempo se tens tempo!
"O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO"
Os ratos invadiram a cidade povoaram as casas os ratos roeram o coração das gentes. Cada homem traz um rato na alma. Na rua os ratos roeram a vida. É proibido não ser rato. Canto na toca. E sou um homem. Os ratos não tiveram tempo de roer-me os ratos não podem roer um homem que grita não aos ratos. Encho a toca de sol. (Cá fora os ratos roeram o sol). Encho a toca de luar. (Cá fora os ratos roeram a lua). Encho a toca de amor. (Cá fora os ratos roeram o amor). Na toca que já foi dos ratos cantamos homens que não chiam. E cantando a toca enche-se de sol. (O pouco sol que os ratos não roeram). Manuel Alegre
"Sempre que houver alternativas tem cuidado. Não optes pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opta pelo que faz o teu coração vibrar. Opta pelo que gostarias de fazer, apesar de todas as consequências." Osho
"Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida." Confúcio
"A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável." Mahatma Gandhi
"Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe." Leonardo da Vinci