domingo, 8 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Uma Inauguração com a Escola
Aconteceu no Dia do Ambiente (não fossem todos os dias do Ambiente!!!) a inauguração das obras que, supostamente, beneficiaram a zona balnear dos Poços de São Vicente. Gente importante e bem vestida e gente ainda mais importante a cantar e a dançar: as nossas crianças!
Os olhares inocentes alheios a tanto cimento e betão armado... a impossibilidade de recordarem o negro basalto que testemunhou tantas lágrimas quando o barco tardava em chegar nos escuros dias do Inverno antigo. Rochas que tinham marcadas nas suas rugas profundas a expressão da alegria por uma campanha bem sucedida ou uma caça à baleia sem tragédias.

O mar, este mar que permite sonhar em azul... agitado por mãos e braços sincronizados na alegria de um dia "fora da escola", com a cumplicidade da professora que acredita na força dos seus meninos: estes rapazes fortes e valentes capazes de - imagine-se!- fazerem tempestades e aplacarem a ira dos elementos com um simples sorriso.

As mulheres (ainda meninas) safam os aparelhos em terra, tecendo também os enredos mais recentes da freguesias. As roupas são simples e belas, algumas rotas e sem cor de tanto secarem ao rocio.
Eis que então... o vigia manda uma roqueira e... zás! Todos os homens, que estavam nos campos, se lançam ao mar nos seus barquinhos. Músculos rijos, o olhar atento (ao que fazem e à sua professora) e é remar, é limpar o suor do rosto, é lançar o arpão da esperança neste mar...
Ainda há aos vendedores de peixe e os pescadores de pedra, já muito cansados porque ainda têm dentinhos de leite.

Agita-se um hino de homenagem ao baleeiro. Sei que ele ouviu, entre dois soluços: um por ver os nossos Poços descaracterizados, outro por tanto procurar a sua fábrica da baleia e só encontrar a chaminé. Sinal dos tempos? Sim, mas tempos de quê???
Os olhares inocentes alheios a tanto cimento e betão armado... a impossibilidade de recordarem o negro basalto que testemunhou tantas lágrimas quando o barco tardava em chegar nos escuros dias do Inverno antigo. Rochas que tinham marcadas nas suas rugas profundas a expressão da alegria por uma campanha bem sucedida ou uma caça à baleia sem tragédias.
O mar, este mar que permite sonhar em azul... agitado por mãos e braços sincronizados na alegria de um dia "fora da escola", com a cumplicidade da professora que acredita na força dos seus meninos: estes rapazes fortes e valentes capazes de - imagine-se!- fazerem tempestades e aplacarem a ira dos elementos com um simples sorriso.
As mulheres (ainda meninas) safam os aparelhos em terra, tecendo também os enredos mais recentes da freguesias. As roupas são simples e belas, algumas rotas e sem cor de tanto secarem ao rocio.
Eis que então... o vigia manda uma roqueira e... zás! Todos os homens, que estavam nos campos, se lançam ao mar nos seus barquinhos. Músculos rijos, o olhar atento (ao que fazem e à sua professora) e é remar, é limpar o suor do rosto, é lançar o arpão da esperança neste mar...
Ainda há aos vendedores de peixe e os pescadores de pedra, já muito cansados porque ainda têm dentinhos de leite.
Agita-se um hino de homenagem ao baleeiro. Sei que ele ouviu, entre dois soluços: um por ver os nossos Poços descaracterizados, outro por tanto procurar a sua fábrica da baleia e só encontrar a chaminé. Sinal dos tempos? Sim, mas tempos de quê???
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terça-feira, 3 de junho de 2008
O Espírito Santo numa Escola
Mais uma vez aconteceu numa escola, em pleno século XXI, o cumprimento de um voto feito pelos nossos antepassados aquando das aflições e angústias provocadas pelos terramotos e vulcões. A alma do Açoriano, forte e inabalável, move multidões, vence cansaços, enche de Fé mesmo aqueles que - por nascimento - pertencem a outros lugares.

A escola assume um papel duplo nestas ocasiões: o "dever" de integrar as aprendizagens na Cultura Regional que se quer promover e, não menos importante, a responsabilização pela perpetuação da pureza das tradições.
Os jovens alunos assimilam das Festas em honra do Espírito Santo muito pouco da sua génese: a Caridade e a Partilha! É ver pelas freguesias da ilha desfiles de artistas de qualidade duvidosa que nada têm a ver com o espírito da celebração; ruído mais do que seria razoável suportar; tentativas absurdas de superar o tempo de duração do fogo de artifício de "mordomo" para "mordomo";... enfim muita ostentação! Fico triste ao constatar isto tudo e, quando se comenta e sugerem alterações, a resposta é, invariavelmente, a mesma: "Há que chamar o povo. O povo gosta desta música. A freguesia x não pode ficar atrás da freguesia y".

Por isso... gosto de cada vez mais das Festas da minha escola. Adoro ajudar nos preparativos com os meus alunos - naqueles dias, são todos meus alunos! O trabalho com os meus colegas é uma verdadeira prova de solidariedade e compreensão. Emociono-me na Coroação ao ver as crianças com dificuldades físicas, também as mais pequeninas, a participarem. Por vezes, só se percebe o olhar... Depois, também é interessante, desmontar a estrutura e guardar os adereços, com muito carinho, para o próximo ano.
Não resisto a contar que tive o previlégio de receber parte da massa sovada na escola. Quando o distribuidor foi buscar a factura, entrega-me uma argola de massa e diz: "Esta é uma oferta para a Mordomia!". Senti-me mesmo no antigamente micaelense!
Tenho de louvar a coragem dos colegas-mordomos que... semanas antes falam com as pessoas que habitualmente colaboram (eles já sabem!!!). É importante dar uma nota de excelência aos colegas do Conselho Executivo que reconhecem as virtudes e objectivos destas Festas.
Até para o ano!
"Oh Senhor Espírito Santo
A vossa capela cheira
Cheira a cravo, cheira a rosa
Cheira a flor de laranjeira"
A escola assume um papel duplo nestas ocasiões: o "dever" de integrar as aprendizagens na Cultura Regional que se quer promover e, não menos importante, a responsabilização pela perpetuação da pureza das tradições.
Os jovens alunos assimilam das Festas em honra do Espírito Santo muito pouco da sua génese: a Caridade e a Partilha! É ver pelas freguesias da ilha desfiles de artistas de qualidade duvidosa que nada têm a ver com o espírito da celebração; ruído mais do que seria razoável suportar; tentativas absurdas de superar o tempo de duração do fogo de artifício de "mordomo" para "mordomo";... enfim muita ostentação! Fico triste ao constatar isto tudo e, quando se comenta e sugerem alterações, a resposta é, invariavelmente, a mesma: "Há que chamar o povo. O povo gosta desta música. A freguesia x não pode ficar atrás da freguesia y".
Por isso... gosto de cada vez mais das Festas da minha escola. Adoro ajudar nos preparativos com os meus alunos - naqueles dias, são todos meus alunos! O trabalho com os meus colegas é uma verdadeira prova de solidariedade e compreensão. Emociono-me na Coroação ao ver as crianças com dificuldades físicas, também as mais pequeninas, a participarem. Por vezes, só se percebe o olhar... Depois, também é interessante, desmontar a estrutura e guardar os adereços, com muito carinho, para o próximo ano.
Não resisto a contar que tive o previlégio de receber parte da massa sovada na escola. Quando o distribuidor foi buscar a factura, entrega-me uma argola de massa e diz: "Esta é uma oferta para a Mordomia!". Senti-me mesmo no antigamente micaelense!
Tenho de louvar a coragem dos colegas-mordomos que... semanas antes falam com as pessoas que habitualmente colaboram (eles já sabem!!!). É importante dar uma nota de excelência aos colegas do Conselho Executivo que reconhecem as virtudes e objectivos destas Festas.
Até para o ano!
"Oh Senhor Espírito Santo
A vossa capela cheira
Cheira a cravo, cheira a rosa
Cheira a flor de laranjeira"
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Crepes com molho de frutos vermelhos
Para os crepes, pega-se em 2,5 dl de leite, junta-se uma pitada de sal, 3 ovos e ou pouco de manteiga. Mistura-se tudo num recipiente e peneira-se para lá 100gr de farinha. Mistura-se bem (se tiver grumos filtra-se)e deixa-se descansar cerca de 30 min. Passado esse tempo, fazem-se os crepes numa frigideira anti-aderente untada com manteiga.
Para o molho, levar ao lume 300gr de frutos vermelhos congelados juntamente com 100gr de açúcar e deixa-se ferver cerca de 5 min. Demolhar em água fria 3 folhas de gelatina branca e depois dissolvê-las no molho. Misturar bem, retirar do lume e deixar arrefecer.
Para servir os crepes, podem ser simples ou recheados com puré de maçã e canela em frio.Dobrar e cobrir com o molho de frutos vermelhos. Pode decorar com açúcar em pó e fatias de maçã.
Faz bem à vista mas ainda melhor ao paladar. Experimentem! É simples e o molho que restar até pode ser comido à colher!
Receita publicada por Maria José para o concurso "Doces e docinhos"
Para o molho, levar ao lume 300gr de frutos vermelhos congelados juntamente com 100gr de açúcar e deixa-se ferver cerca de 5 min. Demolhar em água fria 3 folhas de gelatina branca e depois dissolvê-las no molho. Misturar bem, retirar do lume e deixar arrefecer.
Para servir os crepes, podem ser simples ou recheados com puré de maçã e canela em frio.Dobrar e cobrir com o molho de frutos vermelhos. Pode decorar com açúcar em pó e fatias de maçã.
Faz bem à vista mas ainda melhor ao paladar. Experimentem! É simples e o molho que restar até pode ser comido à colher!
Receita publicada por Maria José para o concurso "Doces e docinhos"
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Senhora do Mar
A pedido da Webmaster, vou publicar um primeiro artigo neste DUGUDUS. Mas como é hoje, não consigo resistir a escrever aqui sobre o ESC. Alguns chamam kitsh, outros dizem que está ultrapassado, mas no fundo no fundo, as emoções são iguais ou até maiores que os campeonatos de futebol, as vitórias (onde estão?) do Benfica eheheh, e outros eventos bem apoiados em Portugal, um país que parece se animar só com desporto. Foi esta noite e aconteceu em Belgrado o que nós, fãs da Eurovisão, desejamos desde 2004 (apuramento para a final) mas também desde há muitos muitos anos: que a Europa vibre com a nossa música! Actuamos em último lugar na 2ª semifinal e quem seguiu as duas semifinais pôde verificar que a Vânia, o seu coro e a sua actuação foram, de longe, aqueles que mais empolgaram o público e receberam mais aplausos.
Estávamos confiantes... mas os nervos durante a abertura dos envelopes com os nomes dos 10 países apurados foram ao extremo: um após um, lá eram abertos e apareciam nomes mais que previsíveis (Ucrânia, Suécia, Turquia), outros que ninguém esperava (Croácia, Letónia) e viam-se alguns favoritos a ficar pelo caminho (Suiça). Chega o 10º envelope e pronto: temeu-se o pior. A ARJ da Macedónia, que é sempre apurada (vai-se lá saber porquê), ainda estava à espera... mas o público gritava Portugal! Portugal! E foi mesmo Portugal:)
Quem segue estes assuntos pela net já sabia que "Senhora do Mar" estava bem cotada. Mas nesta última semana de ensaios, as reacções da imprensa (incluíndo net) às prestações da Vânia excederam as espectativas.
Agora é sonhar e acreditar que sábado, dia 24, vamos conseguir trazer a Eurovisão para Lisboa em 2009. Existe o perigo da votação em bloco dos países vizinhos uns nos outros (tão criticada em 2007 e que o novo formato veio tentar minimizar) mas existe também uma "Senhora do Mar" bem portuguesa (até tem um "lai lá rai" estilo Amália Rodrigues:)), defendida com garra por uma excelente voz.
Mesmo que não gostem da Eurovisão (a dona deste blog em tempos gostava... e até acertou duas vezes: 1980 e 1987, Johnny Logan, Irlanda) assitam sábado à grande final e concentrem as vossas energias (mesmo as do poema dos ratos...) na canção portuguesa. Não custa muito e, como penso que a maior parte dos leitores de DUGUDUS são professores, vão ver que é um serão muito melhor do que passado a redigir PEIs, PIPAIs, PIPOPÓS, PCTs, e essas coisas todas que, no fundo no fundo, ninguém suporta:). Os papeis ganham bolor e estragam-se. A música fica para sempre.
Para quem não viu, aqui fica os três minutos "mágicos" deste dia 22 de Maio:
http://www.youtube.com/watch?v=MFpfYWmVnIs
Luís E.
PS: apesar de tanta alegria, fiquei triste um pouco. Uma das melhores baladas dos últimos anos e que nos proporciou um momento de extrema classe na Eurovisão, ficou pelo caminho :( Era a minha preferida entre as 43 canções. Agora continuo a trocer por Portugal e pela Roménia, que é a minha nº 2. Mas também vale a pena rever Cséry com "Candlelight" pela Hungria:
http://www.youtube.com/watch?v=SSy2Rkv_VKU
quinta-feira, 22 de maio de 2008
TROFÉU DOCE!
terça-feira, 20 de maio de 2008
REQUEIJÃO A CONCURSO
E a primeira tentação vem do outro lado do Mar!
Uma sugestão saborosa, fácil e rápida de confeccionar e... muito saudável!
Cozinheira de serviço: Paula.
Tarte de Requeijão
Ingredientes:
2 requeijões
350g de açúcar
50g de manteiga amolecida
5 ovos
1colher chá de fermento em pó
100g de farinha de trigo
Preparação:
Numa tigela amasse e misture muito bem o açúcar com o requeijão. Depois de bem amassado, junte os ovos, um de cada vez, batendo tudo bem com a colher de pau, e, a seguir a manteiga amolecida, e, por fim, a farinha e o fermento em pó.
Deite a massa numa forma de tarte untada e leve a cozer em forno quente durante 25 a 30 minutos.
Retire do forno, deixe arrefecer e desenforme com cuidado.
Sirva fria e, se quiser pode acompanhar com doce de framboesa ou geleia.
É muito boa!!!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
MAIS CAIXINHAS...
CONCURSO DE SABORES... DOCES! HUMMMMM...
A primeira eliminatória só teve a concurso receitas de frango, por coincidência (e não há coincidências!!!)... por isso, a organização deste evento decidiu que a segunda etapa só deverá contemplar doces e docinhos. Que tal???

Por isso, amigos, vamos lá ao livro da avózinha e... toca a experimentar receitas saborosas!
O prazo termina a 31 de Maio próximo! Não se distraiam!!!

Por isso, amigos, vamos lá ao livro da avózinha e... toca a experimentar receitas saborosas!
O prazo termina a 31 de Maio próximo! Não se distraiam!!!
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